Fan-fiction Arquivo X & Lost. Segundo capítulo

Fan-fiction Arquivo X & Lost

Segundo capítulo
por Thiago de Góes

 

O homem branco, barba feita, tirou do paletó seu poderoso crachá, levando-o aos olhos do senhor barbado, vestimentas brancas.

 

O senhor barbado, vestimentas brancas, perguntou-lhe, irônico, ao homem branco, barba feita, sobre o poderoso crachá: “Ele morde?”.

 

O homem branco, barba feita, respondeu-lhe, desafiador, ao senhor barbado, vestimentas brancas: “A ilha morde?”. E levou seu poderoso crachá de volta ao bolso do paletó.

 

O senhor barbado, vestimentas brancas, disse-lhe, sarcástico, ao homem branco, barba feita: “Tanto quanto esta cidade podre!”.

 

O homem branco, barba feita, indagou-lhe ao senhor barbado, vestimentas brancas: “É por isto que você quer tanto voltar pra lá?”.

 

Contrariado, o senhor barbado, olhos vermelhos, voz imperiosa, expulsou de sua casa o homem branco.

 

No estacionamento, sentada no banco do motorista, aguardava-lhe a mulher loira.

 

Paletós, crachás, barbas feitas, por fazer, camisas brancas, cidades podres, ilhas mágicas. Todos parecem desconfiar que a verdade está mais fora do que nunca...

 

Lá fora...

 

Leia o primeiro capítulo

Fan Fiction mistura Arquivo X e Lost
Fanfiction Arquivo X e Lost - Primeiro capítulo
por Thiago de Góes

Enquanto mastiga suas habituais sementes de girassol, o agente especial do FBI, Fox Mulder, medita sobre o estranho telefonema que recebera já naquelas altas horas da noite. O som intermitente do aparelho telefônico interrompera-lhe numa seqüência insana de pensamentos nostálgicos e culposos, todos relacionados a sua inalcançável e abduzida irmã.

Mulder olha fixamente para o cartaz na parede. Aquele cartaz. Aquele mesmo, estrategicamente posto para lhe trazer à memória esta necessidade imperiosa de uma esperança que estranhamente nasce de uma fé pagã. Não. Definitivamente, não é dentro de si que deveria encontrar as respostas para suas vãs angústias. Ao menos não queria que assim fosse. A verdade, contudo, aonde quer que estivesse, e certamente não estaria nele próprio, nunca lhe faria sentido assim nua, assim crua.

Pela manhã, bateu na porta de sua companheira de trabalho, Dana Scully. Ela atendeu-lhe meio escondida pela porta entreaberta, tentando ocultar-lhe as formas de seu roupão azul e as secreções que ainda escapavam de seus olhos sonolentos. Parecia dizer-lhe “isto não são horas”, mas não havia horas no relógio dos insanos. Daqueles que não precisam ver. Daqueles que já sabem, mas não podem provar.

Então, como quem revela certo segredo inflamável, contou-lhe do telefonema. Poder-se-ia reconhecer que ela já havia se habituado às histórias improváveis do estranho Mulder. Inúmeras. Mas aquela era demais. Afinal, como poderia acreditar na existência de uma ilha que não está nos mapas e nos radares e que, pior, abriga sobreviventes de um acidente aéreo, cujos corpos, dizem, jazem no fundo do mar?

Quem lhe convencera disto? Uma viúva inconformada? Uma pobre mulher neur´ptica, incapaz de aceitar a morte do grande amor de sua vida? Quanto romantismo...

Mulder interrompeu-lhe.

“Nós temos um encontro marcado”.
“Quem, desta vez?”.
“Um médico”.
“Que demais ele tem?”.
“Está viciado em medicamentos e tentou jogar-se da ponte”.
“E daí?”.
“Ele anda tomando o mesmo vôo seguidas vezes. Ida e volta. Ida e volta. Ida e volta...”.
“Mas por que ele está fazendo isso?”.
“Parece que tenta voltar para a ilha mágica de que lhe falei...”.

Scully abre a porta e convida seu companheiro para tomarem café juntos naquela doce manhã de julho...
Rubinho é melhor piloto que Massa
Veja bem. Eu posso estar enganado. Mas vamos fazer uma breve comparação.

Faz quanto tempo que Felipe Massa está na Ferrari? Nesse mesmo tempo, Rubens Barrichello fez muito mais. Duvida?

Eu não me lembro de Massa ter sido vice-campeão do mundo. Eu não me lembro de ele ter vencido uma corrida, largando em último. Eu também não me lembro de ele ter recebido ordens da equipe para deixar o companheiro passar na última volta.

A corrida deste domingo foi metonímica! Eu não me lembro de Felipe Massa ter levado uma equipe como a Honda ao pódio. E também não me lebro de Barrichello ter levado uma Ferrari ao último lugar, após rodar cinco vezes.

Que se faça justiça!
Está faltando orgulho e patriotismo aos jogadores de basquete

Sabe de uma coisa? Eu acho que o esporte profissional deveria ser um pouco mais amador!

 

É isso mesmo que você leu. Enquanto muitos profissionais recebem bons salários para jogar de forma burocrática, amadores pagam para jogar com garra e orgulho!

 

A situação ainda é mais grave quanto aos atletas de seleção, que deveriam estar imbuídos de patriotismo.

 

O que está acontecendo nas seleções brasileiras de basquete é inadmissível.  Uma atleta recusar-se a jogar porque discutiu com o técnico é vergonhoso. Meu ídolo Oscar, que recusou convite para ir para a NBA, só para jogar na seleção, tem toda razão: “Atitude de Iziane é deplorável”. Isto sem falar nos brasileiros da NBA que não jogarão por problemas de saúde não tão graves.

 

Esporte é paixão. Jogador de seleção tem que fazer de tudo pra jogar. Isto que está acontecendo no basquete brasileiro é inadmissível!

Conto dos dois pesadelos
conto dos dois pesadelos
por Thiago de Góes

Amor, esta noite, eu tive dois sonhos terríveis com você.
E como foram?
No primeiro, nós éramos os personagens de um filme de terror.
Nossa!
E assistíamos a tudo no cinema.
Quanta metalinguagem!
Mas era horrível. Eu era a mocinha e você o monstro!
A bela e a fera?
Não brinca. Você se transformava num lobisomem horrível!
E você teve muito medo?
Demais. Tanto que saímos do cinema no meio do filme.
Ah...
Mas foi pior.
Por quê?
A rua também estava cheia de monstros, mortos-vivos, zumbis asquerosos!
Nossa!
Mas o pior não foi isso.
O que foi então?
O pior é que, ao invés de me defender, você juntou-se a eles e
começaram a dançar um dança esquisita...
Eu não acredito. Eu nunca faria isso.
Mas fez. Você me decepcionou muito. E ainda terminou dando uma
gargalhada diabólica que até agora não consigo esquecer...
Perdão, amor. Foi só um sonho. E como foi o segundo?
Foi no futuro.
No futuro?
Sim, acho que era na primeira década do novo milênio.
E o que aconteceu?
Sabe quando você sonha com alguém que é outra pessoa?
Como assim?
No sonho, você não era você.
Explique melhor.
Era você no corpo de outra pessoa. Mas eu sabia que era você.
Como você podia saber que era eu?
Não sei como, mas era você.
E como eu era?
Você mudou de cor. Estava branco. O rosto todo esticado. Irreconhecível.
Eu branco?
Sim, branco! E você estava num tribunal. Era o réu. O ambiente estava
lotado. A imprensa também estava presente.
A imprensa? O que será que eu fiz de tão errado?
Eu não vou dizer. Não gosto nem de pensar. Só de lembrar eu já sinto
uma coisa ruim.
Calma, querida. Não fique assim. Foi só um sonho. Isto nunca vai acontecer.
Eu sei...
Mas me diga uma coisa. De qual dos dois sonhos você teve mais medo?
Do segundo.
Do segundo? Por quê?
Não sei porque, mas, por algum motivo, o segundo sonho me pareceu tão real...
Desculpe, eu não estou me controlando.
Pare de rir, amor. O que deu em você?
Eu não sei... hahaha...
Pare. Esta é a mesma gargalhada do meu sonho. Pare já com isso! Estou
ficando com medo...
Hahahahahaha...
Sobre palavras que eu não tenho medo de pronunciar

Sabe aquelas palavras que muita gente têm medo de pronunciar? Aquelas mesmas que, vez por outra, são trocadas por metáforas oportunistas ou por insanos eufemismos?

 

Sinto muito, mas eu não tenho este mesmo respeito por elas. Sinto, porque pode parecer ingratidão de minha parte duvidar assim do poder mágico de quem já me deu tantas alegrias: as palavras.

 

Lembro-me, ainda menino, quando ouvi pela primeira vez uma notícia destas. Que mal teria aquele senhor? A velha disse, quase sussurrando, como se fosse um crime, um pecado ou coisa parecida: C-A...

 

C-A? Depois que me interei do que se tratava fiquei realmente na dúvida do que seria mais ridículo. Se o simples medo de pronunciar o nome de uma doença ou se o estratagema inócuo de substituí-lo por uma sigla.

 

Talvez, na condição de escritor, eu devesse ser menos cético quanto a isto. Sei não...

 

Ei, você aí, bata três vezes na madeira. Você sabia que o DIABO vai MORRER de CÂNCER?

Desmond é o senhor Tempo de Lost
O personagem Desmond parece ser um coringa na série Lost. Ele não faz parte de nenehum grupo. Embora esteja ao lado dos sobreviventes do acidente aéreo, não é um dos passageiros do avião. E embora já estivesse na ilha antes do acidente, também não é um dos Outros.

Talvez ele seja o personagem secundário mais principal da história de todas as séries. Aparece muito pouco, mas quando o faz é pra valer.

De todos os personagens, Desmond parece ser o único que tem uma relação intensa e conflituosa com o tempo, que talvez seja uma peça-chave para solucionar os mistérios de Lost.

Arrependido por ter abandonado sua amada Penny, Desmond parece deslocado do momento presente. Inadvertidamente, consegue prever o futuro, sem no entanto ter controle sobre este poder. Da mesma forma, sua consciência pôde habitar, alternadamente, sua versão física do passado e do presente.

Exemplo deste fato é o episódio da quarta temporada, no qual a consciência passada de Desmond viaja para o seu corpo no futuro. No passado, Desmond serve ao exército. No futuro, encontra-se num barco que pode levar seus amigos para fora da ilha.

Engraçado ver o estranhamento da consciência passada num corpo futuro, quando não reconhece os amigos que ainda fará.

Se você viajasse para dez anos no futuro, o que acha que encontraria? O que estaria fazendo? Seu mundo seria muito diferente do de agora? 
Astros recebe reclamações por ter reprovado Belina Mamão


Ontem, a banda mais brega da Via Láctea e arredores, Belina Mamão, participou do programa Astros (veja no vídeo), do SBT, aquele mesmo no qual jurados arrogantes humilham os candidatos.

 

A banda conseguiu apenas dois dos quatro votos necessários para ser aprovada. O interessante é que os comentários dos jurados podem ser aplicados perfeitamente a eles próprios.

 

Até quando eles votam sim arrumam um jeito de humilhar. Foi o caso de Thomas Roth, que deu “Sim”, para o Belina Mamão, argumentando que o som da banda “é tão ruim que é bom”. O engraçado é que esta observação pode ser aplicada perfeitamente ao programa Astros.

 

O mesmo aconteceu com Arnaldo Saccomani, que disse que a diferença entre o chato e o cult é muito pequena. “É um fio de cabelo. Pra mim, vocês são chatos!”. Você pode encontrar um adjetivo mais adequado para Arnaldo do que chato? Eu não.  

 

Carlos Eduardo Miranda disse que não entende por que a banda faz humor em cima do brega, já que essa música é “legítima, divertida, legal”. Ora bolas, se o brega é divertido por que não pode ser associado ao bom humor?

 

A resposta de Anderson Legal, o vocalista da banda, foi perfeita: “a música pra nós é uma grande diversão. A gente brinca com seriedade”.

 

A reação da galera já começou. No link mural da página do programa Astros, um telespectador chamado Daniel comentou: “poxa classifica o belina mamao, que musica linda que eles tocaram!!!”.

 

Na comunidade Belina Mamão, no orkut, um usuário chamado Thiago (não sou eu) comentou: “Muito Bom!!! Acabei de vê-los na tv, vcs são exóticos, gostei do "brega modernizado e ao mesmo tempo irreverente". Independente do resultado do programa, o importante é vcs saberem que são muito talentosos. Persistam, vosso futuro é promissor!! Vcs tem CD para fazer download? se tiver, por favor, postem. Tem muita gente querendo conhecer melhor o trabalho de vcs, além de ser muito bom pra divulgar o som de vcs pra galera!!”.

 

Outro comentário na comunidade deles, desta vez de alguém que assina como Guiga: “Acabei de ver vocês no programa e vim correndo pro computador vê se encontrava alguma coisa de vocês aqui, pora baixar, comprar, ouvir, que seja!
Muito bom e autêntico o som de vocês! Beijos! E sucesso! Abraços!!!!”.
 

E, para terminar este outro: “Pena que não deu certo. Mas o Brasil todo viu que vcs são bons. Parabéns!!! Esperamos vcs de volta para mais um grande show”. (Rodrigo)

Minha torcida na segunda divisão

Quase nunca falei de futebol neste blog. Sou natalense e moro em Fortaleza. A segunda divisão do campeonato brasileiro está com os dois principais times do Rio Grande do Norte (ABC e América) e com os dois principais times do Ceará (Fortaleza e Ceará).


Em Natal, sou abcdista. Em Fortaleza, cearense. Ambos os times são alvinegros. Não sou torcedor fanático. Portanto, admito torcer para o América, quando este não for adversário direto do ABC. Eu torço pelo meu Estado. Acho absurdo um time de fora ter mais torcedores que um time local.

Então, resumindo, minha torcida será da seguinte forma:


ABC x América - torço pelo ABC
ABC x Fortaleza - torço pelo ABC
ABC x Ceará - torço pelo ABC
América x Fortaleza - torço pelo América
América x Ceará - torço pelo América
Ceará x Fortaleza - torço pelo Ceará

Torcerei para qualquer um destes quatro times quando jogarem com outros adversários, de outros estados.

Profecias insanas
E numa onde de fúria, a mãe das matas derramará lágrimas negras pelo seqüestro da filha. Demitir-se-á!

E numa ilha distante, uma clandestina escriba usará disfarce de estrangeira para falar mal do rei. Será premiada no além mar e não chegará por lá..
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QUEM SOU EU

Jornalista,escritor, bancário, potiguar, 29 anos

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